Warner Music Group (WMG) iniciou uma ação legal contra a EssilorLuxottica, empresa-mãe da Ray-Ban, acusando-a de usar 427 das suas músicas protegidas por direitos de autor em anúncios nas redes sociais sem a devida autorização. O processo, apresentado a 9 de outubro de 2026, no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova Iorque, busca danos estatutários no total de 64 milhões de dólares, calculados a 150.000 dólares por cada obra infringida.
A queixa alega que as marcas da EssilorLuxottica, incluindo Ray-Ban, Oakley e Sunglass Hut, incorporaram a música da WMG em vídeos promocionais distribuídos em plataformas como Facebook, Instagram, TikTok e YouTube. Esses vídeos apresentavam faixas de artistas como Taylor Swift, Travis Scott, Drake, Rihanna, Charli XCX e Dua Lipa, entre outros. A WMG afirma que estes usos não licenciados foram fundamentais para impulsionar vendas e aumentar o perfil das marcas, gerando bilhões em receitas para a EssilorLuxottica, enquanto privavam a WMG e seus artistas da compensação e do controlo sobre o uso das suas obras.
Esta ação faz parte de uma tendência mais ampla na indústria, em que as empresas de música estão a perseguir ativamente ações legais contra marcas pelo uso não autorizado de música protegida em marketing nas redes sociais. Casos semelhantes foram apresentados contra empresas como Chili's, Marriott e Designer Shoe Warehouse, destacando a importância de obter licenças adequadas para a música utilizada em conteúdos comerciais.
